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NOTÍCIAS
12/11/2008 - 1952
Eduardo Bueno faz um passeio pela história do transporte
Foto: Divulgação Fetranspor


Transcoletivo.com.br


Convidado para falar sobre o tema central do 13º Etransport, o jornalista e escritor Eduardo Bueno, autor da coleção Terra Brasilis, sobre o período do Brasil colônia, voltou aos primórdios da história para traçar a trajetória dos transportes no mundo e no Brasil. Bueno lembrou o período de navegação, as caravelas e naus que desbravaram os mares e abriram novos caminhos e “deram início à globalização por meio do transporte”. O jornalista falou dos caminhos abertos pelos índios muitos anos antes da chegada dos portugueses em terras brasileiras. Caminhos que originaram algumas das estradas hoje existentes. “Porém, certamente, eram melhores naquela época, mais seguras, com menos buracos e sem pedágio”, brincou.

Segundo Bueno, as novas rotas abertas no período colonial estavam sempre focadas nas relações comerciais. Primeiro no comércio do açúcar, no Nordeste, depois do Ouro, nas Minas Gerais, e do café, em São Paulo. O transporte público, porém, não existia até a chegada de Dom João VI e da família Real ao Brasil, em 1808. “Naquela época, o transporte era feito por tropeiros ou a pé”, conta. Quando Dom João se instalou no Rio de Janeiro, mudando inclusive a capital do Brasil, antes Salvador, para a cidade maravilhosa, criou a primeira concessão de transporte, por diligência, movido a tração animal, ligando o Centro da cidade à Quinta da Boa Vista, onde residia, e depois à Santa Cruz, onde a família Real também possuía propriedade.

O escritor lembrou que o primeiro serviço regular de ônibus sem tração animal no Brasil também operou no Rio de Janeiro, em 1908, ligando a Praça Mauá ao Passeio Público e numa linha especial da Praça Mauá à Praia Vermelha, levando os visitantes da grande “Exposição Nacional”, inaugurada em 11 de agosto daquele ano. O serviço foi instituído pelo empresário Octávio da Rocha Miranda. “Mas, é somente no governo de Getúlio Vargas, em 1932, que se estabelece um novo regulamento para o funcionamento do transporte por ônibus no Brasil. O outro ainda era de 1906, dois anos, portanto, de o serviço por ônibus a motor entrar em operação”.

Bueno lembrou ainda a construção da antiga Avenida Central, hoje Rio Branco, e destacou o mérito do Barão de Mauá, ao implantar, em 1845, ao fundo da baía da Guanabara, atualmente município de Magé, a primeira ferrovia brasileira, com 14,5 quilômetros, baseando-se na iniciativa da Inglaterra, país que criou esse modo de transporte, fundamental para alavancar a Revolução Industrial, ali começada. Ao final da palestra, o jornalista parabenizou a iniciativa da Fetranspor de resgatar a história do setor. “Aqui, passado e futuro estão juntos”, disse.

Com informações da Fetranspor

Da Redação Mobile



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