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Viação Cometa
Detran Rio revela que 41% da frota de ônibus do Rio não paga o IPVA

RIO DE JANEIRO - 18/09/2008 17h56
DA REDAÇÃO REVISTA DO ÔNIBUS


FOTO: CRISTIANO MENDONÇA - CLUBE DO TRECHO - DIVULGAÇÃO
Estaríamos embarcando em ônibus irregulares no Rio de Janeiro? A pergunta está no ar. Na manhã desta quinta-feira (18), uma reportagem do Jornal Extra, mostra que pelo menos de quatro ônibus da frota carioca, um circula livremente sem licenciamento pelas ruas da cidade.

As informações de acordo com a reportagem são do Detran/RJ que revelou que 41% da frota de ônibus carioca, vem circulando sem o licenciamente anual que é obrigatório. Ainda de acordo com o órgão estadual do transporte, a razão principal é a falta de pagamento do IPVA desses ônibus.

Hoje, a frota da cidade que conta com 13.407 ônibus registrados, apena 5.591 desses, estariam em situação irregular. Há casos de ônibus sem vistoria há cinco anos, como um da linha 398 (Tiradentes-Campo Grande), da Oriental, flagrado pela equipe de reportagem do jornal Extra circulando na Avenida Presidente Vargas, no Centro. O levantamento do Detran foi feito em julho, quando metade da frota já deveria ter sido checada. O calendário de vistoria por placas termina em novembro, mas o do IPVA se encerrou em abril. Entre outros itens, a vistoria verifica itens como segurança e controle de emissão de gases poluentes.

Em nota, o Detra/RJ informou que vai cobrar explicações ao Rio Ônibus - o sindicato que reúne as empresas do setor na capital - que informa a existência de uma frota menor do que a registrada no órgão. Enquanto o Detran tem anotado mais de 13 mil ônibus, o Rio Ônibus alega que são 8 mil. Uma das hipóteses investigadas seria a venda de coletivos para outras cidades e outros estados ou para ferros-velhos, sem que as empresas tenham dado baixa.


- Se for verdade, há outra irregularidade, com uma frota clandestina circulando fora do Rio - afirmou Sebastião Faria, presidente do Detran Rio.

Em nota, o Rio Ônibus informou que essa diferença de números se explicaria pela inclusão de "veículos de outras empresas urbanas não filiadas ao sindicato, além de ônibus rodoviários, de fretamento e até escolares". A entidade alegou ainda que submete a sua frota aos licenciamentos do Detran e da Secretaria de Transportes.

A Secretaria Municipal de Transporte se defende
- Ainda temos quatro meses para as vistorias, mas há casos de ônibus praticamente piratas. Temos centenas de linhas na cidade e certas empresas possuem quase que a exclusividade de algumas delas. Lacrar esses ônibus seria punir a população também, disse Arolde de Oliveira, Secretário de Transporte do Município do Rio de Janeiro.

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