Motoristas não estão dirigindo como deveriam RIO
DE JANEIRO - 01/10/2008 09h32 DA
REDAÇÃO REVISTA
DO ÔNIBUS
A marotona para chegar ao trabalho começa
bem cedo, quando Cláudia Nogueira sai de casa por volta
das 05h50 em Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, com
destino a Barra da Tijuca. A passageira reclama do trândito
lento e da falta de atenção de alguns motoristas,
principalmente no trajeto de Cascadura até a Barra
da Tijuca, onde alguns não param nos pontos que os
passageiros solitam.
- As vezes temos que gritar, bate na lataria do coletivo para
que só então, o motorista pare no ponto que
queremos, e olha que puxamos a cigarra bem antes, afirma Cláudia.
Assim como Cláudia, outros casos ocorrem diariamente
em todo o Rio e Grande Rio. Motoristas que não páram
para idosos e estudantes inclusive passageiros, seja porque
está atrasado, ou porque acha que tão logo vai
passar um outro coletivo. Os problemas enfrentados por esse
carioca representam, de acordo com o último levantamento da
Rio Ônibus, as principais reclamações dos cerca de 1.721 passageiros
que entraram em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor
do sindicato somente no mês de setembro.
Segundo Denise Navegantes, coordenadora do Serviço de Atendimento
ao Cliente (SAC) da Rio Ônibus, a maior queixa dos passageiros
remete ao fato de os motoristas não pararem nos pontos (35,5%).
Em segundo lugar está a direção perigosa (15,9%) e, em terceiro,
o comportamento indevido de motoristas (12,7%). Para Denise,
fatores como o excesso de veículos nas ruas, a má conservação
das vias e o alto nível de estresse favorecem o cenário conturbado
do transporte coletivo feito pelos ônibus.
– É uma missão impossível transportar pessoas no Rio de Janeiro.
Realmente é um caos – reconhece, ressaltando que o sindicato
desenvolve, constantemente, programas de capacitação para
melhorar os serviços prestados pelas 47 linhas de ônibus que
rodam dentro do município e transportam, diariamente, aproximadamente
3 milhões de pessoas. – Mas não adianta educar somente o motorista,
os passageiros também têm que ser educados. O problema começa
nas ruas e vai para os transportes e, por fim, para o trânsito.
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