Rio está longe de ter um bom serviço de transporte
coletivo RIO
DE JANEIRO - 01/10/2008 11h56 DA
REDAÇÃO REVISTA
DO ÔNIBUS
O total desrespeito aos passageiros se
dá pela péssima fiscalização no
setor de transporte coletivo de passageiros na cidade do Rio
de Janeiro. Talvez, por o dia em que empresários ou
agentes do governo, começarem a viajar de ônibus
e sentir o que realmente ocorre, teremos uma melhora significativa.
Afinal, o prefeito e o secretário de transporte andam
com você diariamente nos ônibus lotados? Não
né?
Uma das principais queixas dos cariocas é o desrespeito
às paradas nos pontos de Ônibus, muitos motoristas
naõ páram nos pontos indicados. A informação
é da Ouvidoria da Secretaria municipal de Transportes,
que chegou registrar 2.075 reclamações em relação a essa desobediência
entre as 11.664 recebidas até a última sexta-feira. É como
se os usuários fizessem 43 queixas por dia contra o serviço
oferecido pelas empresas no Rio.
A imprudência dos motoristas surge em segundo lugar no ranking
de problemas, com 646 queixas - quase nada se comparadas às
mais de 17,6 mil multas por avanço de sinal e às 13 mil por
excesso de velocidade anotadas pelo Detran entre de agosto
de 2007 e o mesmo mês de 2008.
A falta de ônibus foi relatada 441 vezes, seguida pelo tempo
de espera do passageiro na rua (168) e da falta de vistoria
interna (156) - veículos que circulariam com bancos rasgados
e vidros quebrados, por exemplo.
Dentre as empresas de ônibus, a Viação Madureira Candelária
lidera a lista de queixas, com uma média 3,66 reclamação por
coletivo. A Top Rio aparece em seguida, com 3,60. Em terceiro
lugar, surge a Autodiesel, com 3,06. A Transportes Oriental
- que não teve nenhum veículo vistoriado pela Secretaria de
Transportes e mantém modelos circulando assim desde 2003 -
figura no sétimo lugar, com média de 2,45 queixas até agora.
Além da Oriental, a Feital é a outra viação sem coletivos
vistoriados, ocupando o 30 lugar do ranking. A empresa com
o menor número de queixas é a Santur: apenas seis para seus
20 ônibus, numa média de 0,3.
O Ministério Público deve decidir hoje qual promotor investigará
as irregularidades constatadas pelo Jornal EXTRA na frota
de ônibus intermunicipal e da capital. Segundo o Detran, 41,8%
dos coletivos cariocas operavam, até julho, sem terem sido
submetidos a sua vistoria anual e sem o IPVA pago. No resto
do estado, o percentual salta para 73,1%.
Veja as principais reclamações
Desobediência à parada no ponto de ônibus 2.075 reclamações
Conduta imprópria do motorista 646 denúncias
Insuficiência de ônibus nas ruas 441 queixas
Demora no tempo de espera 168 casos
Falta de vistoria interna dos ônibus 156 anotações
Falta de respeito do motorista com o passageiro 144 queixas
Recusa de parar para embarque 123 reclamações
Recusa contra gratuidade escolar 60 casos
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