OAB defende a cassação de linhas com ônibus
sem vistoria no Rio RIO
DE JANEIRO - 02/10/2008 16h33 DA
REDAÇÃO REVISTA
DO ÔNIBUS
A Prefeitura do Rio já poderia ter cassado
as permissões das empresas de ônibus Oriental e Feital. As
duas circulam com suas frotas em situação praticamente ilegal:
nenhum coletivo havia sido vistoriado, até o dia 1º de setembro,
na Secretaria municipal de Transportes. E poucos teriam passado
pela inspeção do Detran. Segundo o procurador-geral da seção
estadual da Ordem dos Advogados do Brasil, Ricardo Cramer,
as duas empresas não poderiam mais estar operando no Rio.
A a afirmação foi publicada em uma reportagem
hoje no Jornal Extra.
No domingo, o jornal mostrou que os 172 ônibus da Oriental
e os 110 da Feital trafegam irregularmente pela cidade. A
falta de vistoria no Detran teria origem na falta de pagamento
do IPVA (até setembro de 2008). A dívida chegaria a R$ 3,1
milhões. À prefeitura, seriam R$ 804,9 mil em multas. Ao todo,
31,46% da frota de ônibus da cidade circula sem vistoria.
Advogado constitucionalista, Ricardo Cramer afirma que as
empresas não poderiam estar funcionando:
- Neste caso, a situação é tão clara que não há o que discutir.
A solução é bem simples: a permissão tem de ser cassada imediatamente.
É um dever da prefeitura constatar isso e retirar a autorização.
O prefeito Cesar Maia rebateu o procurador-geral da OAB e
disse não ser tão fácil tomar de volta as permissões concedidas
às empresas de ônibus. Segundo o prefeito, não bastaria um
simples ato administrativo para afastar essas empresas das
ruas.
- Quem dera. Temos agido, mas elas são muito poderosas. As
empresas sempre conseguem se liberar nos outros poderes. Há
anos que queremos cassá-las - disse o prefeito.
O que não faltam é relatos de passageiros que
precisam dos ônibus da Feital e Oriental na internet.
Sites de relacionamentos e grupos de discussão, mostram
que os passageiros vivem reféns das empresas e do péssimo
serviço que prestam. De acordo com um dos relatos,
os ônibus são velhos e vivem enguiçando
durante a viagem, atrasando a chegada ao destino final. .:
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