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04/06/2008
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Pássaro Marrom teve quatro ônibus
assaltados em 15 dias na Via Dutra
Redação Revista
do Ônibus
SÃO PAULO - A empresa de ônibus
Pássaro Marron foi alvo de quatro assaltos a veículos
intermunicipais nos últimos 15 dias, no mesmo trecho da
Rodovia Presidente Dutra, entre São Paulo e Guarulhos,
na Grande São Paulo. A polícia não tem dúvidas de que
se trata da mesma quadrilha que aterroriza os passageiros
e transformou em tragédia um dos ataques. No primeiro
roubo, no dia 19, o estudante universitário João Alexandre
de Almeida Guilherme, de 23 anos, foi assassinado dentro
de um coletivo que seguia da capital paulista para Taubaté,
no Vale do Paraíba (SP).
Foto: Sérgio A.B. Canuto
Guilherme dormia e, ao ser acordado pelos ladrões com
uma arma na cabeça, assustou-se e levou um tiro no peito.
O crime aconteceu às 20h30, entre Guarulhos e Arujá (SP),
na Rodovia Dutra. Ele se encontraria com a família, que
mora em Taubaté. Testemunhas afirmaram que, naquela noite,
dois jovens pararam o ônibus e entraram no veículo, anunciando
o assalto em seguida. Depois de matar Guilherme, roubaram
dinheiro, celulares e ainda fizeram novas ameaças, atirando
contra outro passageiro, que só não morreu porque a arma
do bandido falhou. Um carro que ia atrás dava cobertura
para a dupla e auxiliou na fuga.
Nesta terça-feira (3) mais um ônibus da empresa foi assaltado,
ainda dentro da capital, quando estava na Marginal Tietê.
Este é o quarto assalto em menos de duas semanas. A primeira
ocorrência, ocorrida 16 dias atrás, tirou a vida de João
Alexandre de Almeida Guilherme, assassinado pelos dois
assaltantes.
Segundo relatos, o ônibus deixou a rodoviária do Tietê
com 42 passageiros, por volta das 18h30, e um passageiro
foi direto para o banheiro. Assim que o veículo chegou
a marginal do Tietê, o homem teria saído do banheiro e
anunciado o assalto.
Todos os assaltos têm características em comum, como o
fato dos assaltantes sempre saltarem do ônibus na altura
de Guarulhos.
De acordo com a empresa de ônibus, desde a morte do estudante,
reuniões são feitas com as Polícias Civil e Rodoviária
Federal (PRF), que controla o policiamento na Dutra, para
adotar novas medidas de segurança. "Por questões estratégicas,
não podemos divulgar. Mas também estamos muito preocupados.
A empresa também é vítima, assim como os passageiros,
e quer resolver essa situação", disse o superintendente
da Pássaro Marron, Fernando César.
Com informações da Polícia Rodoviária
Federal, Agora Vale e Agências
Maiores informações
Revista do Ônibus
http://www.revistadoonibus.com.br
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