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22/06/2009 - 17 52
Empresas de ônibus ignoram lei que garante
mais conforto para brasileiro
Revista do Ônibus
RIO E SÃO PAULO - As empresas estão
começando a se adaptar, muito lentamente. Alegam que o
custo das adaptações é muito alto. O Inmetro ainda não
sabe se vai punir quem desrespeitou a norma. Os passageiros
só devem perceber as mudanças no ano que vem.
FOTO:
REPRODUÇÃO DE TV
Viagem de ônibus do trabalho para casa.
É sorte achar um assento vago. Conforto então...
"Fica muito apertado. Não tem espaço nenhum, o espaço
é muito curto", reclama o eletricista Fernando Meira.
Os bancos são estreitos demais para os obesos. A falta
de espaço atrapalha também os vizinhos.
Já era para os ônibus urbanos estarem mais confortáveis,
com assentos preferenciais para pessoas com dificuldade
de se locomover, como obesos, idosos, gestantes, e portadores
de deficiência. É o que prevê um decreto regulamentado
pelo Inmetro: uma cadeira para cegos com um espaço ao
lado para o cão-guia; outra para quem está acima do peso,
equivalente a dois lugares. E até um banco menor para
pessoas mais baixas. Todo mundo entra e sai sem passar
pela catraca.
O prazo para fazer as mudanças termina no mês que vem,
está quase vencido, mas por enquanto pouca coisa mudou.
"Eu sou magrinha. É uma dificuldade terrível passar na
roleta. A roleta é muito alta. Ninguém toma providência",
diz a telefonista Maria do Socorro Silva.
Os ônibus urbanos fabricados nos últimos quatro meses
já vêm adaptados. O problema é mudar o espaço interno
daqueles que estão em circulação há mais tempo.
"Às vezes a roleta trava, a barriga aperta, eles não deixam
a gente descer pela frente. Tem que passar a roleta, é
muito ruim", conta a agente de vendas Thainne de Sousa.
Os empresários dizem que adaptar um ônibus antigo é quase
tão caro quanto comprar um novo. O Inmetro ainda não sabe
se vai punir quem desrespeitou as regras nem o que fazer
para forçar as mudanças no transporte urbano. A expectativa
é que a frota se torne mais acessível a partir do ano
que vem.
"O que nós fizemos foi estabelecer uma série de requisitos
através de regulamentos objetivando facilitar o acesso
das pessoas com deficiente mobilidade, bem como estabelecer
requisitos de segurança pra que ele não corra riscos durante
esse transporte", explica o diretor da qualidade do Inmetro
Alfredo Lobo.
Por causa da reação das empresas de ônibus, o Inmetro
já admite voltar a conversar para rever o prazo limite
para as adaptações.
Com informações do Bom Dia Brasil da Tv
Globo
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informações
Revista do Ônibus
http://www.revistadoonibus.com.br
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