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24/06/2009 - 08 47
Ônibus movido a hidrogênio montado
no Brasil faz parte de experimentos mundiais para redução
da poluição do ar
Revista do Ônibus
SÃO PAULO - Um ônibus movido a hidrogênio
passará a rodar provavelmente ainda neste mês de junho
numa linha convencional urbana entre os bairros do Jabaquara,
na zona Sul de São Paulo, e São Mateus, na zona Leste,
passando pelos municípios de São Bernardo do Campo, Diadema,
Santo André e Mauá, dentro da Região Metropolitana de
São Paulo. O feito é inédito no Brasil e traz muitas novidades.
Veículos movidos por essa tecnologia são silenciosos e
não emitem poluentes. Eles lançam no ambiente apenas vapor-d’água
e trazem benefícios à saúde porque não contribuem para
o surgimento de doenças respiratórias, além de umidificar
o ar das grandes cidades.
FOTO:
DIVULGAÇÃO
Ao lado dos biocombustíveis e dos veículos
elétricos, o hidrogênio é visto por especialistas como
uma real alternativa para os derivados de petróleo que
emitem poluentes e tendem a escassear no futuro porque
as reservas de óleo e gás natural são finitas, tanto pelo
esgotamento de anos de exploração como pelo aumento do
consumo mundial. Assim, a experiência brasileira se enquadra
dentro de uma série de experimentos que são realizados
pelo mundo com carros e ônibus a hidrogênio no lugar da
gasolina e do diesel com o objetivo de diminuir os gases
nocivos às pessoas e ao planeta.
O ônibus foi montado no Brasil com financiamento do Global
Environment Facility (GEF), ou Fundo Global para o Meio
Ambiente, uma agência ligada ao Banco Mundial, que financia
iniciativas de desenvolvimento sustentável em vários países.
“Fizemos parcerias no Brasil e no exterior para montar
o ônibus e transferir tecnologia para o país porque no
início o projeto era para comprar os ônibus prontos na
Europa. O argumento foi que o Brasil é o maior produtor
de ônibus do mundo [em 2008 foram produzidos 44.111, sendo
27.948 exportados, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes
de Veículos Automotores (Anfavea)] e temos uma longa tradição
na indústria de carrocerias de ônibus”, diz Carlos Zündt,
gerente de planejamento da Empresa Metropolitana de Transportes
Urbanos (EMTU), ligada à Secretaria dos Transportes Urbanos
do Estado de São Paulo, instituição que ficou responsável
pelo desenvolvimento e gerenciamento do projeto e vai
colocar o ônibus a hidrogênio no corredor metropolitano
exclusivo de 33 quilômetros (km). O objetivo aqui é incorporar,
integrar e desenvolver tecnologia de uso do hidrogênio
como combustível e preparar as empresas para esse futuro
mercado.
Com informações da Fapesp e Agências
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Revista do Ônibus
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