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29/12/2009 - 19 08
Curitiba abre licitação
para novas empresas de ônibus
Revista do Ônibus
CURITIBA - A Urbs, Urbanização de Curitiba
S/A lançou nesta terça-feira (29) o edital de licitação
da operação do transporte coletivo urbano no município
de Curitiba. O edital tem mais de cinco mil folhas, está
disponível no site da Urbs e determina a data de 25 de
fevereiro de 2010 para entrega de propostas das empresas
interessadas. Podem participar da licitação empresas ou
consórcio de empresas, nacionais, com experiência na operação
de transporte urbano.
FOTO:
RAFAEL XARÃO - DIVULGAÇÃO
"Este é um momento histórico para Curitiba.
Estamos realizando a primeira licitação de um sistema
que funciona há mais de 50 anos, o que exigiu um extremo
cuidado na elaboração do edital", afirmou o prefeito Beto
Richa.
O presidente da Urbs, Marcos Isfer explicou que a licitação
será feita de acordo com a combinação de proposta técnica
e menor custo levando em conta a qualidade do serviço
a ser prestado. "O atendimento de qualidade ao usuário
é questão essencial", disse Isfer.
A licitação, na modalidade Concorrência (005/2009), prevê
a operação de todas as linhas de transporte coletivo de
Curitiba. São 250 linhas do sistema principal e 52 complementares
- Linha Turismo e Sistema Integrado de Transporte do Ensino
Especial (Sites). São do sistema principal as linhas Expresso,
Direta (Ligeirinho), Interbairros, Troncais, Alimentadoras,
Convencionais e Circular, divididas em três lotes. No
total, é previsto o atendimento, em dias úteis, de 1.836.704
passageiros, com uma frota operante de 1.399 ônibus. O
sistema tem 21 terminais e 315 estações tubo.
A licitação prevê outorga de concessão onerosa de R$ 252
milhões, com prazo de concessão de 15 anos renováveis
por mais dez anos desde que sejam feitos investimentos
relevantes em bens reversíveis ao sistema de transporte
coletivo de Curitiba.
Entre as obrigações das empresas que vierem a operar o
sistema, constam a melhoria da velocidade média operacional,
melhoria do conforto, a busca de inovações tecnológicas
priorizando o meio ambiente e o bem estar do usuário;
capacitação de seus funcionários; e utilizar biocombustível
em níveis superiores ao mínimo estabelecido pelo governo
federal.
Com informações da Rádio Gaúcha
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